SOLTO PELA JUSTIÇA E DE VOLTA AO CRIME: Suspeito de matar PM em Salvador estava em liberdade há apenas 10 dias

Itabuna Notícias

A morte do soldado da Polícia Militar Samuel Novais da Silva, de 32 anos, ocorrida na noite de quarta-feira (15), no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, gerou revolta e levantou um grave questionamento sobre a atuação da Justiça.

Um dos principais suspeitos do crime, Denilson Oliveira Pires Santos, de 20 anos, havia sido colocado em liberdade apenas dez dias antes do confronto que terminou com a morte do policial.

Histórico preocupante

Denilson foi preso no dia 3 de abril após uma perseguição pelas ruas da capital baiana. Na ocasião, ele pilotava uma motocicleta em alta velocidade, na contramão e com a placa adulterada. Durante a fuga, chegou a colidir com uma viatura da Polícia Militar.

Com o suspeito, foram encontrados um coldre e um celular com restrição de roubo. Ele foi autuado por receptação, direção perigosa e por conduzir veículo sem habilitação.

Liberdade que gerou indignação

Apesar da gravidade da ocorrência, o suspeito foi liberado apenas dois dias depois, durante audiência de custódia. A decisão levou em consideração o fato de ele não possuir antecedentes criminais e de os crimes não envolverem violência direta.

Mesmo com recomendação de fiança, o valor foi dispensado após a Defensoria Pública alegar falta de condições financeiras. Como medida, ele deveria cumprir recolhimento noturno e manter contato com a Justiça.

Crime e confronto

Segundo as investigações, Denilson é apontado como um dos envolvidos no ataque que resultou na morte do soldado Samuel Novais.

Outro suspeito identificado foi João Gabriel Dias da Paixão, de 19 anos, que acabou morrendo em confronto com a polícia logo após o crime. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ele já possuía diversas passagens policiais.


Durante a operação na localidade de Manguinhos, o soldado Samuel foi atingido na perna. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

Clamor por justiça

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e gerou forte comoção entre policiais e a população. A situação reacende o debate sobre decisões judiciais que colocam suspeitos de volta às ruas em curto espaço de tempo.

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