Uma investigação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão de seis pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que comandava o tráfico de drogas a partir do sistema prisional. As prisões ocorreram durante a primeira fase da Operação Asfixia, deflagrada na última sexta-feira (22), com ações simultâneas em Serrinha, além dos conjuntos penais de Serrinha, Feira de Santana e Barreiras.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a descoberta de cartas manuscritas trocadas entre integrantes da facção em liberdade e líderes do grupo que já estavam presos. A análise das correspondências permitiu aos investigadores identificar a estrutura hierárquica da organização, que mantinha atuação dentro e fora das unidades prisionais, coordenando atividades ligadas ao tráfico de drogas e à movimentação financeira do grupo.

As apurações apontaram que a facção possuía base operacional em Serrinha e contava com integrantes responsáveis pela distribuição de entorpecentes, comunicação entre os membros e gerenciamento dos recursos obtidos com o comércio ilegal. Uma mulher investigada atuava como intermediária, introduzindo cartas no sistema prisional e disponibilizando um imóvel utilizado para armazenar drogas. Outro suspeito era apontado como responsável pela comercialização direta dos entorpecentes e já havia sido flagrado anteriormente com drogas, balanças de precisão e dinheiro em espécie.

Além do tráfico, a operação revelou a existência de um núcleo especializado em lavagem de dinheiro. Conforme a polícia, os investigados realizavam transferências bancárias fracionadas por meio do sistema PIX para dificultar o rastreamento dos valores provenientes das atividades criminosas. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes também apreenderam um veículo avaliado em cerca de R$ 35 mil, que pode ter sido adquirido com recursos do tráfico.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar o mapeamento da rede de atuação da facção dentro do sistema penitenciário baiano.