Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se reuniram nesta última terça-feira (26) para discutir uma possível parceria política logo no início da corrida eleitoral de 2026. A ideia dos dois, que são pré-candidatos à Presidência, é unir forças para conseguir uma chapa mais competitiva.
O que rolou na conversa
Aliança em discussão: Caiado confirmou que o assunto foi tratado e que Zema demonstrou abertura para conversar sobre uma eventual união, sem descartar a possibilidade de ceder e compor como vice.
Sem pressa: Zema prefere manter cautela e afirmou que o martelo só deve ser batido perto do limite legal para o registro das candidaturas, que termina em 15 de agosto.
Estratégia de grupo: Caiado destacou que, sozinhos, eles têm menos fôlego na disputa contra nomes como o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Para ele, a união é o caminho para chegar forte ao primeiro ou segundo turno.
A influência de Flávio Bolsonaro
A aproximação entre os ex-governadores acontece em um momento em que a campanha de Flávio Bolsonaro perde força após denúncias envolvendo o Banco Master.
Impacto nas pesquisas: Depois que vieram a público áudios nos quais o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, a distância entre ele e o presidente Lula aumentou, chegando a 9 pontos percentuais segundo o Datafolha.
Críticas internas: Zema se mostrou decepcionado com o caso, afirmando que o desgaste de Flávio pode acabar favorecendo a reeleição de Lula, já que a rejeição do senador é muito alta.
Objetivo comum: Mesmo criticando Flávio, Zema garantiu que, em um segundo turno contra a esquerda, seu voto ainda será contra o atual presidente.
Outros temas
Durante as entrevistas, Zema também voltou a criticar a manutenção de benefícios como o Bolsa Família para pessoas que poderiam estar trabalhando, reabrindo a discussão com o ministro Wellington Dias sobre políticas sociais.

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