O município de Jequié, no sudoeste baiano, figura novamente em uma posição crítica no cenário da segurança pública nacional. Dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Atlas da Violência 2026, estudo conjunto realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontam a cidade como a segunda mais violenta do país, com base nos indicadores criminais consolidados em 2024.
Índices de letalidade
Conforme o relatório, Jequié registrou uma taxa de 79,4 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. O número é significativamente superior à média nacional, estimada em 20,1 assassinatos por 100 mil habitantes. A posição de Jequié no topo do levantamento acende um alerta vermelho para a segurança pública, refletindo uma realidade de alta letalidade que se mantém constante há três anos.
Histórico e contexto
O cenário de violência no município não é recente. No relatório publicado em 2023, Jequié ocupou o primeiro lugar no ranking nacional. Embora tenha deixado a liderança da lista nos dois períodos de monitoramento seguintes, a cidade não apresentou reduções expressivas em suas taxas, permanecendo de forma contínua entre os três municípios mais violentos do Brasil.
Reflexo na Bahia
A situação de Jequié faz parte de um quadro mais amplo de vulnerabilidade no interior da Bahia. Outros municípios do estado também aparecem entre os mais violentos do país no Atlas, consolidando a Bahia como uma das unidades federativas com os maiores índices de mortes violentas intencionais.
O Atlas da Violência é utilizado como uma ferramenta essencial de diagnóstico para a formulação de políticas públicas de prevenção e combate à criminalidade. A divulgação destes novos dados intensifica a cobrança da sociedade civil e de especialistas por estratégias mais eficazes de enfrentamento ao crime organizado e à violência que afeta a região.


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