Um recorte da pesquisa BTG/Nexus, divulgada na última segunda-feira (25), traz novos elementos sobre o comportamento do eleitorado brasileiro em relação ao cenário presidencial de 2026. Segundo o levantamento, 32% dos eleitores do senador Flávio Bolsonaro afirmam que seu voto no parlamentar, em um eventual segundo turno, seria motivado primordialmente pelo objetivo de "derrotar o presidente Lula", e não por convicção pessoal de que ele seria o candidato mais qualificado para o país.

O peso do "voto antipetista"

Os dados reforçam a consolidação do sentimento antipetista como um dos pilares do campo conservador no Brasil. A pesquisa indica que uma parcela expressiva do eleitorado de Flávio Bolsonaro baseia sua intenção de voto na rejeição ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um fenômeno que perpetua a dinâmica de polarização que marca a política nacional nos últimos anos.

Cenário de polarização

A análise do BTG/Nexus explorou diversos perfis de intenção de voto e a percepção do eleitorado diante de diferentes cenários para as próximas eleições. A conclusão aponta que o "voto por exclusão" — aquele em que o eleitor escolhe um candidato focado na rejeição ao adversário — continua sendo um fator decisivo e um elemento central nas estratégias eleitorais dos principais grupos políticos.

O levantamento reacende o debate sobre o impacto dessa polarização entre lulismo e bolsonarismo no processo sucessório, sugerindo que o descontentamento com o governo atual continua sendo um motor de mobilização relevante para a oposição, independente das características individuais dos candidatos apresentados.