Uma operação de grande porte realizada pela Polícia Civil da Bahia resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 3 milhões ligados a uma organização criminosa com atuação no extremo sul do estado. A ação, denominada Operação Itaporanga, foi deflagrada na manhã de quinta-feira (21) em Porto Seguro e teve como foco o combate ao tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e à atuação de integrantes de facções criminosas na região.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, a organização investigada possui sua base principal em Porto Seguro, mas mantém ramificações em diversos distritos e municípios da região, incluindo Pindorama, Trancoso, Caraíva, Itaporanga, Eunápolis, Itabela, Teixeira de Freitas e Abrantes. As investigações também apontam que o grupo expandiu suas atividades para outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Durante a ofensiva policial, um dos alvos foi conduzido para prestar esclarecimentos na delegacia. Segundo a Polícia Civil, o investigado é suspeito de movimentar mais de R$ 100 mil e manter ligação direta com um ex-detento de um presídio de segurança máxima localizado em Minas Gerais. O homem passou por interrogatório e permanece à disposição das autoridades para o andamento das investigações.
Coordenada pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), a operação teve como principal objetivo enfraquecer financeiramente a organização criminosa, atingindo diretamente seu patrimônio e dificultando a continuidade das atividades ilícitas. O bloqueio milionário determinado pela Justiça é considerado um dos principais resultados da ação.
As investigações apontam que o grupo é suspeito de envolvimento em diversos crimes graves, incluindo tráfico de drogas, assassinatos e lavagem de dinheiro. Além da localização de foragidos da Justiça, os investigadores buscam identificar outros integrantes da organização e mapear a movimentação financeira utilizada para sustentar as atividades criminosas.
A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas e que o trabalho de inteligência continuará para aprofundar as investigações e ampliar o cerco contra a facção criminosa.
