sexta-feira, 19 de junho de 2026

Operação Strike: Polícia Civil desmantela esquema bilionário de facção em sete cidades

Uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil da Bahia, batizada de Operação Strike, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (18) com o objetivo de desarticular uma facção criminosa de alta periculosidade. O grupo é alvo de uma investigação robusta que aponta envolvimento direto com o tráfico de entorpecentes, execução de homicídios e um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que utilizava Jacobina como base operacional. A força-tarefa cumpriu 48 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, em um território que compreende cidades da Bahia, Pernambuco e Sergipe.

O cerne da investigação revelou que a organização criminosa utilizava uma financeira formalmente estabelecida em Jacobina para dissimular a origem ilícita dos lucros obtidos com o crime. Segundo os delegados responsáveis pelo caso, a estrutura contava com a participação de cerca de 30 pessoas, com funções divididas para garantir a movimentação financeira e a violência necessária para a manutenção do poder. A operação foi além dos crimes financeiros: os investigadores conseguiram elucidar, com o avanço da apuração, dois homicídios que foram motivados por disputas internas pelo comando do grupo.

O impacto financeiro causado à organização é expressivo. Por determinação judicial, houve o bloqueio de valores em contas bancárias e o sequestro de uma ampla gama de bens móveis e imóveis dos investigados, resultando em um prejuízo estimado em R$ 10 milhões para o braço financeiro da facção. A ofensiva mobilizou um contingente de 120 agentes, integrando equipes da Polícia Civil baiana, o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), a Coordenação de Recursos Especiais (Core/PCBA), além do apoio estratégico de forças de segurança de Pernambuco (Core/PCPE).

Durante a ação, sete indivíduos foram presos preventivamente e permanecem à disposição do Poder Judiciário. Todo o material apreendido — que inclui documentos contábeis da financeira e dispositivos eletrônicos — foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) para análise pericial. O inquérito policial segue em curso sob sigilo, com o foco das autoridades agora voltado para a identificação de novos operadores do esquema e a captura de outros integrantes que permanecem foragidos. 

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