A 9ª etapa da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18), colocou o senador Jaques Wagner (PT) no centro das investigações. A ação, que ocorre durante o feriado nacional, cumpre mandados de busca e apreensão em locais estratégicos no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia. A operação busca reunir evidências sobre uma suposta rede criminosa bilionária, com suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, além de possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e manobras voltadas a obstruir investigações judiciais.
A trajetória do parlamentar, nascido no Rio de Janeiro, é profundamente vinculada à história política recente da Bahia, estado onde estabeleceu sua principal base de atuação. Seu ativismo teve início ainda em 1968, através do movimento estudantil, evoluindo na década de 80 para a articulação sindical. Durante esse período, destacou-se na liderança do Sindiquímica, no polo petroquímico de Camaçari, e na consolidação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em território baiano.
Na década de 90, Wagner iniciou sua carreira no Poder Legislativo, sendo eleito deputado federal em 1990 e reconduzido ao cargo em 1994 e 1998. Sua influência cresceu durante os mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocasião em que ocupou postos de confiança na Esplanada dos Ministérios, incluindo a gestão das pastas do Trabalho, Relações Institucionais e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
O ponto mais alto de sua influência estadual foi atingido em 2006, com a vitória para o governo da Bahia, cargo que ocupou por dois mandatos sucessivos até 2014. O resultado eleitoral foi um divisor de águas no cenário local, pois rompeu uma hegemonia política de 16 anos mantida pelo grupo do PFL no comando da administração estadual. A documentação e os itens apreendidos pelos agentes federais serão agora periciados para compor o inquérito, que segue sob segredo de justiça em cortes superiores.

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